
Hoje acordei meio indisposta. Ontem foi uma noite daquelas. Muitos amigos ao redor, bebidas, música alta, conversas jogadas fora, e o melhor, pude finalmente mostrar que perdi aqueles quase cinco quilos depois de almoços e almoços de alface e água. E como não iam reparar. Fui sentar logo ao lado da Sandra, aquela gostosona bronzeada cujas coxas mais parecem com uma peça de mortadela. Chegaram a perguntar se eu estava doente. Pois amanhã mesmo me matriculo na musculação. E não posso deixar de marcar na minha agenda: voltar a comprar carboidratos, a começar pelo chocolate.
E a Bruna que fez a tal da progressiva. O cabelo dela era mais enrolado que o meu, e ontem sequer frisou com a garoa que pegamos na fila do bar. O meu, por outro lado, não teve elástico de cabelo que segurasse.
Falei para o Fábio que assim não dava mais, teria que me render aos encantos da química capilar. E ele, como sempre, me apoiou. Chegou a dizer que me levaria ao salão no dia seguinte. Peraí, logo ele que dizia amar meus cachinhos? Agora, sem hesitar, entra numa de apoio incondicional à namorada insatisfeita com o cabelo. No mínimo, deve ter se encantado com o novo visual da Bruna. Os homens são todos uns falsos e dissimulados.
Mas o “melhor” da noite foi quando o pessoal deu inicio a tradicional sessão de recordar as minhas gafes do colégio. Pronto, lá estava eu novamente virando piada pronta. Sempre achei que se eu ficasse sem rir de tudo aquilo, eles se tocariam e parariam com as piadas. Mas não. Passei então a rir junto com eles, acreditando que com a nova atitude as gozações perderiam um pouco a graça. Enganei-me novamente.
Descobri que a única saída era beber, mas beber muito nessa hora. Principalmente quando o assunto chegava à pitoresca história de quando sai do banheiro no dia da feira de ciências com a parte de baixo do vestido enfiado dentro da calcinha. Amo a vodka nessa hora. Seria perfeita, se não me desse tanta dor de cabeça no dia seguinte.
Ah, mas tinha um trunfo na manga. Poderia enfim me gabar pela promoção que tive no trabalho. Ergui meu copo de chopp e chamei o assunto em alto e bom som: “vamos falar de trabalho pessoal.” Fui interrompida pela metida da Sônia, que aproveitou a deixa para falar do seu mais novo cargo de diretora executiva de uma multinacional no Canadá. Aproveitei então para falar o que já deveria ter dito há muito tempo: “Gente, preciso ir ao banheiro.”
Da próxima vez, preciso inventar uma boa desculpa para não ir a esses encontros anuais.
“Alô? Oi Kátia. O encontro de ontem? Foi ótimo... o quê? Como faço para ser a única com um namorado nos dias de hoje? Ora, acho que sou uma mulher de sorte...
Ai, adoro rever os velhos amigos!
E a Bruna que fez a tal da progressiva. O cabelo dela era mais enrolado que o meu, e ontem sequer frisou com a garoa que pegamos na fila do bar. O meu, por outro lado, não teve elástico de cabelo que segurasse.
Falei para o Fábio que assim não dava mais, teria que me render aos encantos da química capilar. E ele, como sempre, me apoiou. Chegou a dizer que me levaria ao salão no dia seguinte. Peraí, logo ele que dizia amar meus cachinhos? Agora, sem hesitar, entra numa de apoio incondicional à namorada insatisfeita com o cabelo. No mínimo, deve ter se encantado com o novo visual da Bruna. Os homens são todos uns falsos e dissimulados.
Mas o “melhor” da noite foi quando o pessoal deu inicio a tradicional sessão de recordar as minhas gafes do colégio. Pronto, lá estava eu novamente virando piada pronta. Sempre achei que se eu ficasse sem rir de tudo aquilo, eles se tocariam e parariam com as piadas. Mas não. Passei então a rir junto com eles, acreditando que com a nova atitude as gozações perderiam um pouco a graça. Enganei-me novamente.
Descobri que a única saída era beber, mas beber muito nessa hora. Principalmente quando o assunto chegava à pitoresca história de quando sai do banheiro no dia da feira de ciências com a parte de baixo do vestido enfiado dentro da calcinha. Amo a vodka nessa hora. Seria perfeita, se não me desse tanta dor de cabeça no dia seguinte.
Ah, mas tinha um trunfo na manga. Poderia enfim me gabar pela promoção que tive no trabalho. Ergui meu copo de chopp e chamei o assunto em alto e bom som: “vamos falar de trabalho pessoal.” Fui interrompida pela metida da Sônia, que aproveitou a deixa para falar do seu mais novo cargo de diretora executiva de uma multinacional no Canadá. Aproveitei então para falar o que já deveria ter dito há muito tempo: “Gente, preciso ir ao banheiro.”
Da próxima vez, preciso inventar uma boa desculpa para não ir a esses encontros anuais.
“Alô? Oi Kátia. O encontro de ontem? Foi ótimo... o quê? Como faço para ser a única com um namorado nos dias de hoje? Ora, acho que sou uma mulher de sorte...
Ai, adoro rever os velhos amigos!

Nenhum comentário:
Postar um comentário