
Quando algum homem virar para você e falar que não entende as mulheres, desconfiem. Até outro dia eu achei que podia dominá-los com meu charme e esperteza, manipulá-los com joguinhos, e assim, estar sempre por cima da situação. Mal sabia eu que também eles possuem suas cartas na manga. E quando é para pegar pesado, desistam! Não tem competição. Dói meu coração em aceitar, mas eles ganham.
Tirei a prova disso ontem, no aniversário de uma semana com o Bruno.
Aniversário é modo de dizer. Só estamos ficando, e é claro que ele não parou para contar os dias, e, tão pouco, raciocinar que o convite para sair poderia significar alguma comemoração. Mas gosto de pensar naquele encontro como uma efeméride. Com certeza, fugiu aos padrões dos anteriores. Ele estava muito esquisito.
Por exemplo, quando pedi ao garçom para trazer um suco de laranja, ele esbravejou meio cinicamente: “Mas como! Você adora uma cervejinha. Por que não pede?”
Peraí! Como ele sabe que eu adoro beber cerveja? Nunca comentei e nem bebi na frente dele.
Mas o pior veio depois, quando nos beijamos. Ele interrompeu o beijo dizendo: “Oh, desculpe-me. Sei que você odeia que eu te beije tão rápido. Vou mais devagar.”
Dei uma risadinha sem graça, e rapidamente cogitei a hipótese de ele estar lendo meus pensamentos, tipo Mel Gibson em “Em sei o que as mulheres gostam”.
E não parou por aí. Quando finalmente chegou a pizza, ele pediu para o garçom trazer um copo de água e uma salada, e soltou logo em seguida, como que se respondendo a minha cara de espanto: “Estou de regime. Não é você que acha que estou meio fofinho?”
- “Euuuuu? Mas eu nunca disse isso.”
- “Não para mim.”
Como não queria deixar a situação ainda mais estranha, preferi não comentar nada sobre o caso, principalmente porque eu achava realmente que ele estava meio acima do peso. Inclusive, já tinha comentado sobre suas “curvas” acentuadas com todas as minhas amigas. O intrigante é que não fazia a menor idéia de como ele sabia disso.
Depois do jantar, mais uma surpresa (e que não grata surpresa!). Ele disse que eu poderia pagar a conta sozinha, porque sabia que eu odiava homens machões, que gostam de se aparecer mostrando que podem tudo com suas manias de pagar a conta, escolher o restaurante, abrir a porta do carro, carregar a bolsa, entre outras gentilezas.
Tá, eu admito. Não curto mesmo esse tipo de demonstração de poder. Mas também não gostei da idéia de pagar a conta sozinha, ainda mais depois de ter escolhido o restaurante mais caro, por estar acostumada com o fato de o Bruno sempre arcar com as despesas do encontro.
No mínimo, podíamos ter dividido o valor. Bem que achei estranho ele ter pedido que eu sugerisse o restaurante, ainda mais suspeito quando soltou uma risadinha irônica depois de eu falar o nome do novo bistrô do centro da cidade.
Não agüentei mais o clima de suspense no ar. Fui logo desabafando que algo estava bem estranho naquele encontro, e ele soltou: “Ah, você não entendeu nada? Pois antes de sair contando nossas intimidades e suas opiniões por ai, certifique-se que não está tomando sol ao lado da sogra.”
Pois é, era a mãe dele que estava na cadeira ao lado da minha na piscina do clube. Como não cogitei a possibilidade? Apesar de não conhecê-la pessoalmente, sabia que ela vivia por lá. Não foi difícil ligar os nomes e as coincidências da minha conversa e descobrir que era eu a nova “ficante” de seu filhinho querido.
Não tinha como negar. Era o fim. Começou a passar um filme na minha cabeça de tudo que tinha falado naquela tarde ensolarada com a Carla e a Adriana. E os comentários sobre os meninos da piscina? Ah, qual é. Olhar não tira pedaço! Mesmo que o alvo seja um charmoso pai brincando com a filhinha (não pude evitar, ele era muito charmoso). Essa, justamente, ela fez questão de contar de forma horrorizada para o Bruno.
Tirei a prova disso ontem, no aniversário de uma semana com o Bruno.
Aniversário é modo de dizer. Só estamos ficando, e é claro que ele não parou para contar os dias, e, tão pouco, raciocinar que o convite para sair poderia significar alguma comemoração. Mas gosto de pensar naquele encontro como uma efeméride. Com certeza, fugiu aos padrões dos anteriores. Ele estava muito esquisito.
Por exemplo, quando pedi ao garçom para trazer um suco de laranja, ele esbravejou meio cinicamente: “Mas como! Você adora uma cervejinha. Por que não pede?”
Peraí! Como ele sabe que eu adoro beber cerveja? Nunca comentei e nem bebi na frente dele.
Mas o pior veio depois, quando nos beijamos. Ele interrompeu o beijo dizendo: “Oh, desculpe-me. Sei que você odeia que eu te beije tão rápido. Vou mais devagar.”
Dei uma risadinha sem graça, e rapidamente cogitei a hipótese de ele estar lendo meus pensamentos, tipo Mel Gibson em “Em sei o que as mulheres gostam”.
E não parou por aí. Quando finalmente chegou a pizza, ele pediu para o garçom trazer um copo de água e uma salada, e soltou logo em seguida, como que se respondendo a minha cara de espanto: “Estou de regime. Não é você que acha que estou meio fofinho?”
- “Euuuuu? Mas eu nunca disse isso.”
- “Não para mim.”
Como não queria deixar a situação ainda mais estranha, preferi não comentar nada sobre o caso, principalmente porque eu achava realmente que ele estava meio acima do peso. Inclusive, já tinha comentado sobre suas “curvas” acentuadas com todas as minhas amigas. O intrigante é que não fazia a menor idéia de como ele sabia disso.
Depois do jantar, mais uma surpresa (e que não grata surpresa!). Ele disse que eu poderia pagar a conta sozinha, porque sabia que eu odiava homens machões, que gostam de se aparecer mostrando que podem tudo com suas manias de pagar a conta, escolher o restaurante, abrir a porta do carro, carregar a bolsa, entre outras gentilezas.
Tá, eu admito. Não curto mesmo esse tipo de demonstração de poder. Mas também não gostei da idéia de pagar a conta sozinha, ainda mais depois de ter escolhido o restaurante mais caro, por estar acostumada com o fato de o Bruno sempre arcar com as despesas do encontro.
No mínimo, podíamos ter dividido o valor. Bem que achei estranho ele ter pedido que eu sugerisse o restaurante, ainda mais suspeito quando soltou uma risadinha irônica depois de eu falar o nome do novo bistrô do centro da cidade.
Não agüentei mais o clima de suspense no ar. Fui logo desabafando que algo estava bem estranho naquele encontro, e ele soltou: “Ah, você não entendeu nada? Pois antes de sair contando nossas intimidades e suas opiniões por ai, certifique-se que não está tomando sol ao lado da sogra.”
Pois é, era a mãe dele que estava na cadeira ao lado da minha na piscina do clube. Como não cogitei a possibilidade? Apesar de não conhecê-la pessoalmente, sabia que ela vivia por lá. Não foi difícil ligar os nomes e as coincidências da minha conversa e descobrir que era eu a nova “ficante” de seu filhinho querido.
Não tinha como negar. Era o fim. Começou a passar um filme na minha cabeça de tudo que tinha falado naquela tarde ensolarada com a Carla e a Adriana. E os comentários sobre os meninos da piscina? Ah, qual é. Olhar não tira pedaço! Mesmo que o alvo seja um charmoso pai brincando com a filhinha (não pude evitar, ele era muito charmoso). Essa, justamente, ela fez questão de contar de forma horrorizada para o Bruno.
Depois as sogras reclamam da fama que têm. Ela nem comentou as partes boas da conversa, como quando disse que estava curtindo muito sair com ele.
Fosse uma tentativa de “melar” nossa relação, a megera se deu mal. Depois de uma semana de um clima estranho, tudo voltou como era antes. A não ser pelo fato de agora eu falar o que penso na cara dele e de ele ter nos matriculado na academia (sem poupar sinceridade, ele disse que eu precisava “queimar” a minha barriga de cerveja).
Até hoje não tive coragem de encarar a sogra.
Outro dia a vi na piscina, mas é claro que fingi não conhecer. Fui sentar bem longe e atrás de um coqueiro, só para garantir.
Fosse uma tentativa de “melar” nossa relação, a megera se deu mal. Depois de uma semana de um clima estranho, tudo voltou como era antes. A não ser pelo fato de agora eu falar o que penso na cara dele e de ele ter nos matriculado na academia (sem poupar sinceridade, ele disse que eu precisava “queimar” a minha barriga de cerveja).
Até hoje não tive coragem de encarar a sogra.
Outro dia a vi na piscina, mas é claro que fingi não conhecer. Fui sentar bem longe e atrás de um coqueiro, só para garantir.


